Rob Zombie deixa nova marca no terror

Imagens: divulgação

31

Marcelo Araújo

Dividindo a atividade de diretor com a de cantor de rock, Rob Zombie, ex-vocalista da banda White Zombie, tornou-se um dos mais importantes inovadores do cinema de terror. Ele volta a deixar sua marca no gênero com 31, filme em que, a exemplo de anteriores, como A Casa dos Mil Cadáveres, Lords of Salem e a série Halloween, mergulha o horror na cultura pop da década de 70.

Desta vez, uma das principais referências para Zombie parece ser Massacre da Serra Elétrica, de 1974, dirigido por Tobe Hooper, com pitadas de Quentin Tarantino.

Funcionários de um parque de diversões viajando por uma estrada deserta acabam capturados por psicopatas na véspera do Dia das Bruxas. Entre os desafortunados, Charly, interpretada por Sheri Moon Zombie, esposa do cineasta e estrela de suas outras películas.

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Levados para um lugar sombrio, os prisioneiros se veem obrigados a enfrentar palhaços assassinos. Se conseguirem sobreviver nas próximas 12 horas, estarão livres, porém trata-se de uma tarefa praticamente impossível. Mais curioso ainda o fato de toda a carnificina ser acompanhada por um grupo de idosos sádicos trajando um figurino pré-Revolução Francesa.

A trupe tem como líder o inglês Malcom McDowell, que imortalizou tipos insanos como Alex, de A Laranja Mecânica, e Calígula. Tal qual nessas obras que o consagraram, McDowell encarna uma figura mista de frieza e insanidade. Nessa mesma praia, outro ator que brilha é Richard Brake, como o psicótico Doom-Head, num personagem pavoroso que parece uma mistura de Marilyn Manson com o Coringa de Heath Ledger.

A partir desses ingredientes, o sangue espirra pra todo lado, com lutas bárbaras e corpos dilacerados. Mas 31 não se mantém só na carnificina e tem como ponto de apoio a tensão psicológica na batalha pela sobrevivência.E não para por aí. Esteticamente, Rob Zombie utiliza recursos interessantes que se referem ao cinema dos anos 70, como a fotografia, os cenários de road movie, o congelamento de imagens e o estilo de abertura apresentando os principais personagens.

A trilha sonora também remete à época, com rock’n’roll e black music. Rob se vale da música para enriquecer cenas, seja com leveza ou dramaticidade. A cena final, com Dream On, do Aerosmith, ajuda a causa um efeito forte, como o espectador irá constatar.

O filme 31 ainda não tem estreia prevista no Brasil. Que venha para cá porque é uma das melhores produções recentes de terror. Quem já conhece Rob Zombie não vai se decepcionar. E quem nunca viu algo dele terá uma boa oportunidade para começar.

 

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