Quarteto fantástico homenageia Einhorn

 

Foto: Marcelo Araújo grossi

Da esquerda para a direita, Gabriel Grossi, Pablo Fagundes, Félix Jr. e Marcus Moraes

Marcelo Araújo

Dois virtuoses do sopro e dois das cordas prestaram homenagem à altura da obra de Maurício Einhorn, o mais importante gaitista da música brasileira. Aos 84 anos, o lendário instrumentista está internado, em um estado de saúde delicado, no Rio de Janeiro. À distância, no último sábado (1º de outubro), no Teatro Sesc Silvio Barbato, na capital do país, os brasilienses Gabriel Grossi e Pablo Fagunes (gaitas) e Marcus Moraes e Félix Jr. (violões de 7 cordas) mandaram boas vibrações ao mestre, dentro do projeto Clube da Bossa Nova, que acontece sempre nas manhãs de sábado.

Na apresentação de abertura, Pablo Fagundes e Marcus Moraes mostraram um repertório eclético, indo do erudito ao blues. Fagundes arrancou bravos da plateia ao unir Tico-Tico no Fubá e, principalmente, O Voo do Besouro, do compositor russo Rimsky-Korsakov. De tirar o fôlego!

Seguramente, um dos maiores responsáveis por recolocar a gaita com toda força no mapa da música brasileira, Gabriel Grossi, radicado há 15 anos no Rio de Janeiro, foi acompanhado pelo exímio Félix Jr. Grossi confere protagonismo ao instrumento com harmonizações, melodias e improviso marcantes. Melhor ainda com a presença do violão de Félix, em uma pegada brasileiríssima banhada no choro e no samba. Recentemente, o duo lançou o CD Nascente, no qual celebram uma parceria que vem desde a década de 2000.

Um dos destaques do show aconteceu quando Fagundes e Grossi tocaram Insensatez, de Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim, com as duas gaitas realizaram um diálogo dividindo frases e solos na célebre canção da bossa nova. Outro momento marcante foi quando os quatro músicos se juntaram para um medley que incluiu Canto de Ossanha e Berimbau, duas joias do repertório de Vinícius de Moraes e Baden Powell, e para Estamos aí, do homenageado Maurício Einhorn e Durval Ferreira. Os improvisos de cada membro do quarteto levaram a plateia ao delírio absoluto. Aplaudido de pé, o quarteto deixou o palco com a felicidade estampada no rosto. Maurício Einhorn ia gostar de ver.

 

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