Sobrenatural à moda do Oriente

Foto: divulgação

forest

O cinema oriental de horror ganhou fama internacional no fim dos anos 90 graças a produções como Ju-On (O Grito) e Ringu (O Chamado), que renovaram a estéticaa, na época, desgastada do gênero. O cinema de Hollywood se nutriu fartamente do movimento, inclusive refilmando várias obras. Agora, o diretor californiano Jason Zada realiza bem-sucedida visita ao estilo japonês de terror em A Floresta Maldita (The Forest).

Natalie Dormer, a atriz britânica da série Game of Thrones, faz o papel principal. Melhor dizendo, interpreta duas personagens: as irmãs gêmeas americanas Jess e Sara Price. Jess vive no Japão. Traumatizada com a morte chocante dos pais, desaparece na floresta Aokigahara, na região do Monte Fuji. O local tem má fama porque as pessoas vão para lá cometer suicídio.

Sara viaja ao País do Sol Nascente em busca de Jess. Ao chegar, conhece o repórter Aiden (Taylor Kinney). Os dois decidem se aventurar pela floresta. Para isso, contam com o apoio do guia Michi (Yukiyoshi Ozawa). Apesar dos avisos para não se desviar do caminho trilhado normalmente pelos turistas no parque natural, o trio segue mata adentro até encontrar a barraca de Jess.

Porém, à medida que a noite se aproxima, Michi alerta para a necessidade de irem embora. Ele parte, porém Sara e Aiden decidem ficar à espera da irmã perdida. A dupla se defrontará, na verdade, com uma legião de espíritos atormentados dos que perderam as vidas ali.

Jason Zada alcança resultado satisfatório ao lidar com a iconografia sobrenatural do cinema nipônico. Em A Floresta Maldita, ressurge com força a temática de espíritos martirizados cujas existências mortais acabam em meio a sentimentos de angústia, culpa, rancor e ódio. Mesmo mortos, permanecem presos às mágoas de outrora. Aterrorizar e tirar a vida de outros funciona como válvula de escape para extravasar a fúria contida.

O ambiente de medo cresce à proporção em que os espectros perturbam a mente de Sara. Desesperada por rever Jesse, a jovem se vê tragada dentro de um pesadelo que distorce o real e a leva à insanidade. No melhor estilo oriental de terror, intui-se que o mal reserva surpresas nada agradáveis. Azar das vítimas e deleite do espectador.

 

 

 

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