Jazz de primeira no Parque

Foto: divulgação do Facebook de Marco Lobo

Billy Cobham, terceiro a partir da esquerda, e a banda de Marco Lobo

Mesmo com algum atraso, não poderia deixar de registrar a performance espetacular do baterista americano Billy Cobham ao lado da banda do percussionista baiano Marco Lobo. O show aconteceu no último sábado (25 de junho), dentro da programação do festival BB Seguridade Jazz e Blues, no Parque da Cidade, em Brasília.

A apresentação começou com Marco Lobo e seu grupo, formado pelo baixista Gastão Villeroy, pelo baterista Erivelton Silva, pelo saxofonista Widor Santiago e pelo tecladista Kiko Continentino. Também participou o gaitista Gabriel Grossi solando em um dos números da apresentação de Lobo.

Com um pé nas raízes percussivas da Bahia de um lado e com outro no experimentalismo, Lobo conduziu uma possante mistura de música brasileira com jazz, suingando e tirando melodia. Erivelton e Villeroy caprichavam no ritmo, enquanto Widor Santiago e Kiko Continentino se revezavam nos solos. Widor é um monstro do sax com umas escalas velozes e furiosas alternadas com momentos de mais suavidade. Já Continentino deu um ambiente vintage resgatando timbres de teclados típicos do fusion da década de 70.

Era o clima mais do que propício para o veterano Billy Cobham, que tocou no famoso grupo de jazz rock Mahavishnu Orchestra, subir ao palco, assumir as baquetas e incendiar ainda mais os ânimos. Impressionante como aos 72 anos, o batera continua dando um peso, um balanço e uma energia enormes aos sons que interpreta. Deixou de queixo caído a plateia com sua pegada de gigante nos seus tambores, ora puxando para uma cadência mais groovy, ora numa levada mais hard no entrosamento total com seus colegas brasileiros.

Resumindo: cerca de 60 minutos que valeram a noite. Marco Lobo e Billy Cobham já tocaram juntos no passado. Bem que poderiam repetir a dose.

 

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Sobre animais e canalhas

Leio a notícia de uma baleia encontrada sem vida no litoral do Paraná. A causa provável da morte teria sido uma rede de pesca que ficou presa na boca do animal, impedindo-o de se alimentar.

Eu acho que é um canalha quem joga redes no mar, que causam a morte de focas, baleias, golfinhos e outros bichos. Também é canalha quem mata baleias e golfinhos com arpão. É canalha quem come cachorros, como fazem em alguns países da Ásia. É canalha quem pratica caça e pesca ilegal. É canalha quem trafica animais. É canalha quem prende passarinho em gaiola. É canalha quem maltrata animais, selvagens ou domésticos.

É um canalha!