Minha retrospectiva literária parte 2: Pedaço Malpassado

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Na segunda parte da retrospectiva de minha carreira literária, falo do meu segundo livro, Pedaço Malpassado, lançado em 2011 pela Thesaurus Editora. Você pode comprá-lo neste endereço. A obra reúne dois contos, nos quais volto a me aventurar pela literatura de terror.

Pedaço Malpassado destaca como tema o canibalismo. A primeira história retoma de forma absolutamente livre o conto de fadas de João e Maria (Hansel e Gretel no original alemão imortalizado pelos Irmãos Grimm).  Porém, ao contrário da célebre lenda germânica, em minha narrativa, as duas crianças possuem ares nada ingênuos e preparam uma surpresa pouco calorosa a um visitante que acidentalmente vai à sua casa.

Já no texto Pedaço Malpassado, falo de Isaac, um professor que para em uma churrascaria de beira de estrada faminto, louco pra devorar uma carne vermelha como uma maminha ou uma picanha. Mal sabe ele que o dono do estabelecimento, Wino The Butcher (o açougueiro, em português), tem outra ideia do que seja o prato principal.

Pedaço Malpassado foi lançado em maio de 2011 em Brasília, no extinto bar Salada Cultural, num espaço gentilmente cedido pelo empresário Sérgio Pedrosa. Um mês depois, aconteceu o lançamento no Rio de Janeiro, na Livraria Café do Wilsinho, na Lapa. A produção ficou a cargo do meu irmão Roberto César e da minha cunhada Roberta Brum, sempre com a divulgação incansável da minha esposa Michelle Souza. Houve ainda um evento em abril de 2012 na primeira Bienal do Livro de Brasília, no estande da Pé da Letra, editora paulista comandada pelo ótimo autor de livros infantis James Misse.

Até hoje, várias pessoas vêm me falar desse trabalho. Um dos comentários que ouço é de que o livro se passa na cabeça do leitor como um filme. Considero interessante tal colocação, já que o cinema constitui uma de minhas influências na literatura e que quando escrevo o processo de criação se desenrola em minha consciência como sequências de uma película.

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Minha retrospectiva literária parte 1: Não Abra – Contos de Terror

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Aproveitando o lançamento do meu quinto livro, Casa dos Sons, que será no dia 2 de junho, às 19h, no bar Cristal, em Brasília, pela Editora Nautilus, resolvi fazer uma retrospectiva de minha carreira literária e falar um pouco de cada um dos meus trabalhos. Para abrir a série, comento Não Abra – Contos de Terror, meu primeiro livro, publicado no início de 2009.

Não Abra reúne contos que escrevi por cerca de 20 anos. Trata-se de narrativas fantásticas, sobrenaturais e de horror com diversos temas, de relatos fantasmagóricos a enredos surreais. Gosto muito da história que dá nome ao livro, que mostra uma maldição transmitida de pai para filho por meio de uma carta que não se deve abrir (daí o Não Abra). Outra favorita é Padre Virgílio, escrita originalmente em 1990, com toques macabros e inspirada na música do Black Sabbath, a quem dedico meu primeiro volume impresso.

Devo assinalar, que desde essa estreia, já promovia intersecção de outras expressões que me influenciam, como cinema, artes visuais e música, com a literatura. Sempre trago essas referências e em Casa dos Sons isso se consolida com mais evidência.

Não Abra – Contos de Terror foi editado com recursos do Fundo da Arte e Cultura (FAC) do Distrito Federal. Publicar era um sonho mas até então não tinha ideia de como faria isso. Em 2006, incentivado pelo amigo Luiz Reis, hoje um dos donos da Editora Nautilus, pela qual lançarei meu próximo livro, inscrevi um projeto no FAC. Vale mencionar que a publicação saiu pela Thesaurus Editora, que se tornou uma parceira. Quatro dos meus livros estão à venda no site da Thesaurus.

Demorou a sair o resultado e fiquei sabendo que havia sido selecionado por intermédio do próprio Luiz Reis, numa noite de julho de 2008, tomando cerveja em um bar em Brasília, após voltar de uma viagem a Israel. A notícia significou surpresa maravilhosa, pois com os recursos do fundo banquei uma tiragem de mil exemplares.

Tive a oportunidade de divulgar Não Abra – Contos de Terror Brasil afora e até no exterior. Não quero soar pretensioso, mas acredito que este título, que teve a tiragem esgotada, virou cult. Muitos blogs e internautas o colocaram, entre obras famosas, como uma referência no terror. Me enche de orgulho volta e meia descobrir um link na internet a respeito dessa publicação ou alguém me mandar e-mails ou mensagens por redes sociais dizendo o tanto que gostou. Nada melhor para um autor do que atingir o público e obter retorno.

Editora Nautilus lança meu novo livro, Casa dos Sons

capa casa dos sons

No dia 2 de junho, uma terça-feira, dentro de duas semanas, lanço em Brasília, pela editora Nautilus, meu quinto livro, que se chama Casa dos Sons. São histórias de alguma forma relacionadas à música.

Resolvi colocar em prática um projeto que tinha há alguns anos de relatos ligados ao universo musical. Aliás, música sempre foi uma das paixões da minha vida, junto com cinema, literatura e artes plásticas. Todas estas expressões se unem aqui. Devo destacar que assino as ilustrações. Desde o infantil A Testinha de Gabá, de 2014, passei a me dedicar ao desenho mais ativamente.

Em Casa dos Sons, sigo uma linha diferente de meus trabalhos anteriores. Nos meus três primeiros livros (Não Abra – Contos de Terror, Pedaço Malpassado e A Maldição de Fio Vilela) explorei o território do horror e do sobrenatural. Com A Testinha de Gabá, tomei o rumo do público infantil por meio de uma narrativa sobre um tema bastante importante: o bullying nas escolas.

Agora, presto homenagem a referências fortes em minha carreira, como David Bowie, Led Zeppelin, Iron Butterfly, Howlin’ Wolf e João Donato. Tive uma experiência muito divertida ao escrever esses contos. Espero que o leitor encontre prazer no conjunto de relatos sonoro-literários.

Aproveito para destacar o excelente aspecto gráfico do projeto, a cargo do Fábio Lucas Vieira. Uma das características interessantes na Editora Nautilus está justamente em criar seus livros como se fossem peças artesanais, no sentido de uma produção com primor, dando a cada exemplar relevância artística na imagem e design.

Agradeço à minha maravilhosa esposa e assessora de imprensa, Michelle Souza, que sempre se empenha numa divulgação fantástica. Deixo créditos mais do que especiais ao fotógrafo David Pena, que preparou belas imagens dos quatro escritores (Eu, Luiz, Fábio e Miqueli) para enviarmos à imprensa.