Curso da Escola de Música anima verão brasiliense

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Guitarrista Nelson Faria e, ao fundo, Tony Botelho

O ex-governador Agnelo Queiroz conseguiu destruir muitas coisas em Brasília. Felizmente, o Curso Internacional de Verão da Escola de Música (Civebra) não foi uma delas. Apesar do formato menor, devido à redução de despesas em 80% por causa do rombo bilionário deixado pelo petista, a programação se realiza em sua 37ª edição. Graças ao talento dos professores e ao interesse dos alunos e da comunidade, o corte de gastos não acabou com o brilho do evento, que acontece na escola, na avenida L2 Sul.

Em 2016, o Civebra irá durar 16 dias. Nesse período, estudantes de música do Brasil inteiro participam desta imersão de aprendizagem nos mais diversos terrenos do popular e do erudito, com excelentes professores nacionais e de vários países.

Além das aulas, o ponto alto do curso está nos concertos gratuitos diários que os professores apresentam. Virtuoses de seus instrumentos, deleitam a comunidade com performances extraordinárias, como a que ocorreu na noite de segunda-feira (19) na Escola de Música.

O contrabaixista Tony Botelho, um dos docentes participantes, se reuniu com alguns convidados para um show de jazz. Subiram ao palco junto com ele o guitarrista Nelson Faria, o saxofonista francês (radicado no Brasil há muitos anos) Idriss Boudrioua, o saxofonista cubano Irving Luichel, o pianista Luís Felipe e o baterista Guilherme Santana. Vale destacar que Toni e Nelson moraram em Brasília. Faria, aliás, foi aluno do legendário professor Gamela, mestre que até hoje cita como enorme influência.

Cada um no seu instrumento, os intérpretes mostraram suas afinidades com as formas do jazz combinadas a muito balanço, numa escola de suíngue instrumental que contempla no Brasil nomes como João Donato, Zimbo Trio, Edison Machado e Milton Banana. Idriss, Luís Felipe, Faria e Luichel enlouqueceram a plateia com seus solos virtuosísticos enquanto Botelho e Santana apimentaram na cozinha do ritmo.

O Civebra prossegue até 29 de janeiro como o ponto alto da agenda cultura e educativa do Distrito Federal neste ensolarado e calorento mês de janeiro no cerrado. Imperdível!