Deep Purple volta a agitar fãs em nova turnê brasileira

Foto: Jim Rakete
deep_purple_-_credito_jim_rakete_1

Os veteranos da banda inglesa Deep Purple ainda têm muito o que mostrar aos amantes do rock. É o que se vê na recente turnê do grupo, Now What?!, que passa por cinco cidades brasileiras. Entre clássicos dos anos 70 e canções mais novas, o quinteto esbanja energia e peso.

Perfect Strangers, Lazy, Into the Fire, Space Truckin, Hard Lovin Man, Strange Kind of Woman, Hush e Smoke on the Water, que tem um dos riffs mais populares de todos os tempos. Não falta repertório para agitar os batedores de cabeça, sejam eles sessentões, que escutavam o Purple há mais de quatro décadas, ou adolescentes que descobriram o conjunto na atualidade. Em todos esses milhares de fãs um ponto em comum: a paixão por um dos pioneiros do heavy metal ao lado de artistas como Led Zeppelin, Black Sabbath, Blue Cheer, Cream e Jimi Hendrix.

Toda essa história, iniciada em 1968, tem como fio condutor o baterista Ian Paice, único remanescente da formação original. Aos 66 anos, ele continua um monstro dos tambores, equilibrando peso e sofisticação em sua pegada.

Completa a cozinha rítmica Roger Glover, membro do line-up clássico, entre 1969 e 1973, que retornou ao grupo em 1984. Glover incendeia o palco com seu baixo potente.

O vocalista Ian Gillan, outro participante da era de ouro do Deep Purple, certamente é o que mais sofre os efeitos do tempo por razões óbvias. Mas, mesmo com limitações, esse senhor de 69 anos canta com beleza, baseado no sentimento do blues, e até arrisca uns gritos agudos que fazem lembrar os velhos tempos. Mil vezes um Gillan vovô, até perdendo o fôlego de vez em quando, do que essa molecada metaleira metida a cantor de opera que vulgariza a técnica.

Os membros mais novos do quinteto inglês, o guitarrista Steve Morse e o tecladista Don Airey, fazem bonito. Para mim o valor deles está em colocar suas personalidades na música sem desfigurar uma das instituições do rock’n’roll. A tarefa não soa nada fácil quando Morse e Airey substituem, respectivamente, dois ícones roqueiros, Ritchie Blackmore e Jon Lord, este falecido em 2012.

Steve Morse concilia um trabalho de guitarra heavy tradicional com escalas virtuosísticas. Airey, por sua vez, veterano que já atuou com Rainbow, Jethro Tull, Colosseum II, Ozzy Osbourne, Gary Moore, Black Sabbath, Whitesnake e tantos outros, traz ao Purple uma bagagem de timbres eletrônicos e eruditos sem abandonar o magnífico som do órgão hammond, marca sagrada de Jon Lord.

Depois de Brasília, na última sexta-feira (7), e Curitiba (9), o Deep Purple toca nesta terça (11) e quarta (12), em São Paulo, na sexta (14), em Florianópolis, e no sábado (15), em Porto Alegre. Quem gosta não deve perder por nada. São quase duas horas de puro prazer com os eternos mestres da pauleira.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s