Edu Lobo mostra eterno vigor em show brasiliense

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Foto: Marcelo Araújo 

Com mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo é um dos grandes nomes do gênero que se convencionou chamar de MPB. Prova disso se viu no show que o cantor e compositor carioca realizou na noite de sábado, 19 de abril, na área externa do Museu da República, em Brasília. Milhares de pessoas, de fãs mais novos aos antigos, puderam conferir a vitalidade desse artista. 

Edu realizou uma retrospectiva de sua obra, uma memória de estilos da nossa música popular. Ainda que nascido no Rio de Janeiro, a influência do Nordeste no seu trabalho sempre foi forte, herança do pai, o também compositor, radialista e jornalista pernambucano Fernando Lobo. Assim, baiões, frevos e maracatus conviveram, e convivem, com bossa nova, jazz e erudito. Não foi diferente ontem, quando o público ouviu essa diversidade. O cantor reviveu temas do Grande Circo Místico, espetáculo para o qual ele compôs as músicas e Chico Buarque escreveu as letras, em 83, como Beatriz, Sobre Todas as Coisas, A Valsa dos Clowns e Na Carreira. Não faltaram também a lendária Ponteio, parceria com Capinam, dos anos 60, instrumentais como Zanzibar e Casa Forte, Pra Dizer Adeus, composta em cima do último poema de Torquato Neto, e Upa, Neguinho, que muita gente lembra pela gravação de Elis Regina. 

Junto com Edu Lobo, no palco, uma super-banda deu ainda mais energia ao show. A formação incluiu Cristóvão Bastos, no piano e nos arranjos, Carlos Malta, nos saxes e flautas, Mingo Araújo, na percussão, Jurim Moreira, na bateria, Lula Galvão, no violão, e Luiz Alves, no contrabaixo acústico. Carlos Malta, como de costume, se destacou com seu virtuosismo nos solos, dando um clima jazzístico ao repertório, depurado nos sofisticados arranjos de Bastos. O pianista mereceu menção especial ao ser lembrado pela versão de Beatriz em O Grande Circo Místico, na qual compartilhou suas teclas com os vocais de Milton Nascimento. Diga-se de passagem, interpretação fantástica. Como curiosidade, Cristóvão, um dos mais requisitados instrumentistas e arranjadores do país, era o tecladista original da Banda Black Rio, que realizou uma versão fusion de Casa Forte em seu primeiro disco, Maria Fumaça, de 1977.

Após uma hora e quarenta minutos de show, Edu Lobo deixou o palco, aclamado pelo público brasiliense. Merecidos aplausos para uma noite fantástica. 

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