Sobre fantasmas

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Trecho extraído do famoso tratado Sobre Fantasmas e Outros Entes Sobrenaturais, publicado em 1877 pela estudiosa alemã de fenômenos Judith Husserl

 

Fantasmas são aqueles que morreram e não acharam seu caminho para o reino onde os espíritos encontram a paz. Por algum motivo, como uma lembrança, um sentimento de nostalgia ou mesmo um desejo de vingança, as almas penadas, como também as chamamos, permanecem em nosso mundo.

Manifestam-se das mais diversas formas. Podem ser aparições perfeitas similares à gente de carne e osso. Às vezes, surgem como vultos ou sombras, conforme atesta Edmund Wincklerwood em seu livro Vidas do Além, escrito em 1618. Em outras vezes, são notados por vozes, ruídos, pela movimentação de objetos ou até mesmo por alterações ambientais como súbitas quedas de temperatura ou ventos frios.  

Há quem diga que nem todos os mortais possuem a capacidade de ver ou sentir um fantasma. Segundo esses, apenas os chamados médiuns, possuidores de um dom sobrenatural, conseguem manter contato com espectros. Para outros, no entanto, qualquer um tem a possibilidade sim de ver um fantasma, contanto que seja da vontade do espírito. Existe ainda a hipótese de que apareçam em sonhos, para nos alertar a respeito de algo importante.

Sabemos que os fantasmas apresentam naturezas variadas, como espíritos puros e brincalhões. Os seres malignos do além constituem verdadeira ameaça aos vivos. Movidos pelo ódio e insanidade, talvez por uma vingança que nunca se encerra, atacam os homens como feras. Querem roubar-lhes as almas e escravizá-las, tornando-as parte da maldição à qual também estão presas.

Sim, os fantasmas malignos são os piores de todos. Se cruzarem seu caminho, há que se enfrentá-los, pois, quem sabe, expondo sua identidade e aquilo que os move, consiga-se vencê-los.

 

 

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