Morre Lou Reed, o maior cronista do rock

Imagemre

Que notícia triste para este domingo. Foi minha esposa quem, lendo num site, me falou da morte de Lou Reed, aos 71 anos, cantor, compositor e guitarrista, um dos nomes mais importantes da história do rock.

Não contive as lágrimas ao lembrar de tantos momentos de minha vida embalados pela música do artista novaiorquino, em sua carreira solo ou com o Velvet Underground, lendária banda que formou nos anos 60.

Reed foi um dos autênticos nomes da música moderna. Cronista de mãos cheias, trazia para suas canções os mais diversos personagens, principalmente aqueles do lado escuro e selvagem, como travestis, prostitutas, drogados e vagabundos. Lou era um mestre em desenvolver esse tipo de história, acompanhado de sua guitarra, ora com ferocidade, ora com lirismo.

Ainda que não tenha obtido êxito comercial em seu tempo, o Velvet influenciou marcantemente gerações de bandas das mais diversas tendências: de Kiss a Ramones; de New York Dolls a David Bowie; de Sex Pistols a Joy Division; de Iggy Pop ao Sonic Youth; de Tom Waits ao Jesus and Mary Chain. Sem contar gente de outras tendências que era fã dele, como o cineasta Jim Jarmusch e o escritor Paul Auster.

Sua carreira solo também não foi menos importante e marcou o rock com álbuns clássicos como Transformer e Berlin. Um de seus últimos trabalhos foi com o Metallica. Mesmo sem sucesso de público, esse CD mostrou uma vez mais que a música de Lou Reed não tinha fronteiras.

Havia lido há alguns meses sobre o estado de saúde ruim de Lou e até esperava por esta morte. Entretanto, quando acontece sempre é um choque, pelo que figuras como ele representam em nossas vidas. Não tenho palavras para grandes comentários a respeito desta perda. Foi-se um dos meus ídolos, umas das minhas referências e razões de viver, que tanto me tocou ao longo de décadas com sua arte.

Lou Reed, meu mestre, descanse em paz!

Anúncios

Rio o ano inteiro

ImageFoto: Marcelo Araújo

Semana passada, fui ao Rio de Janeiro, a trabalho. Há algum tempo que não andava por lá, mas é sempre um prazer enorme vagar pela Cidade Maravilhosa, em qualquer época do ano, no frio ou no calor, no sol ou na chuva, no Centro ou em Ipanema, até que a passagem de volta nos separe.

Me hospedo no hotel Debret, na Avenida Atlântica. Mesmo com o tempo nublado e um friozinho, impossível não se contagiar com o clima de alegria das ruas de Copacabana, um dos meus lugares favoritos. Gente do mundo inteiro seguindo pela praia, lotando os bares e restaurantes. Nada de tédio.

Pego um táxi e vou parar na Tijuca, nas imediações da Praça Saens Peña, para uma visita ao meu irmão Beto e sua esposa Roberta, que me preparam delicioso jantar com peixe, camarão, vinho branco e um saboroso pudim. Ali também encontro a irmã Aline e os sobrinhos Felipe Marcha Lenta e Gustavo. Poucas horas pra matar a saudade e anunciar que, em breve, a gente se vê de novo.

Na noite, seguinte, me encanto com um maravilhoso cabrito assado no Novo Istambul, restaurante árabe na Domingos Ferreira. Então, sigo para Ipanema, na rua Bulhões Carneiro. Agora o encontro é com um velho amigo de Brasília, grande camarada, já há 15 anos radicado no Rio, Anderson Borges. Ele me serve um incrível malbec. Conversa vai, conversa vem, falamos de amigos de antigamente e do que andam fazendo no presente. Anderson me revela que nos próximos dias embarca para viagem de um mês à Tailândia. Desejo-lhe ótimas férias.

Meu último dia de trabalho chega ao fim. Aproveito para percorrer a avenida Nossa Senhora de Copacabana, com seu monumental comércio. Encerrado o passeio, novo programa familiar, numa breve conversa com Tio Rogério, um dos parentes que mais gosto, figura de extrema generosidade. Falamos de família e do Rio. Ele, que outrora residiu no Flamengo, afirma que ama Copa, porque ali tem tudo o que necessita. Sortudo, habita um AP na Rainha Elizabeth, a poucos metros do mar.

Termino a noite no Ziza Bar, boteco na Miguel Lemos, tomando umas cervejas pra relaxar. O carioca sempre é simpático. Um rapaz com camisa do Led olha minha camiseta da banda Frijid Pink e elogia. Eu retribuo a gentileza dizendo que a estampa dele também é de primeira.

No dia seguinte, bem cedo, deixo o hotel. Do Santos Dumont, decolo rumo a BsB. “Até a próxima, Rio”, penso, olhando a cidade do alto. Para minha felicidade, no mesmo voo está a amiga Regina Mamede, jornalista, outra figura que trocou o Planalto Central há mais de 15 anos pelo Rio de Janeiro. E, enquanto falamos, vou pensando noutro regresso à Cidade Maravilhosa. Para breve, espero.