Banda sul-coreana Jambinai faz show memorável em Brasília

ImagemAproveitei para tirar foto, clicado por Michelle Souza, junto ao Jambinai e Pink Freud

Do outro lado da rua, o som ensurdecedor do festival Porão do Rock chegava à sala Funarte. Porém, não foi o suficiente para incomodar a performance da banda sul-coreana Jambinai. Esta também com um som para lá de potente conquistou a plateia que foi assisti-los, dentro da programação do Cena Contemporânea, evento multicultural que movimenta Brasília até o próximo domingo.

Metal, noise, punk, industrial, progressivo, oriental. Uma combinação de tudo isso em algo completamente original é como se pode definir o som do conjunto, um trio que reúne um baterista e baixista como convidados. O uso de instrumentação típica do Extremo Oriente com guitarra, baixo, bateria, computador e sopros cria uma muralha sonora.

Ora pesado como um Sepultura, às vezes ruidoso como um Sonic Youth, em certos momentos etéreo como um Cocteau Twins e em outras ocasiões próximo ao pop experimental de tonalidades sol-nascente de um Ryuichi Sakamoto, o Jambinai trabalha com a matéria-prima da inovação e rompe fronteiras. Esses diversos cenários se alternam e se fundem com naturalidade impressionante, que conduz o ouvinte a uma verdadeira viagem, como aquelas do space rock do Pink Floyd nos anos 70.

O guitarrista, cujo nome escrito em coreano no encarte do CD deles sou incapaz de traduzir, mostrou-se extremamente simpático. Em português só conseguia falar “obrigado” e o inglês saía com dificuldade. Apesar da barreira da língua, seu carisma cativou o publico. “Da próxima vez que vier ao Brasil, pretendo estudar um pouco de português para me comunicar com vocês”, disse. E emendou em tom brincalhão, arrancando risos: “Talvez deva estudar um pouco mais de inglês também”.

Essa foi a primeira vinda do Jambinai ao Brasil. Tanto a audiência como os músicos gostaram bastante. Prova disso é que os CDs e camisetas à venda se esgotaram num instante.

Após o show, eu e minha querida Michelle Souza fomos ao camarim conhecê-los. Muito simpáticos, deixaram-se fotografar conosco. E qual não foi nossa surpresa quando os músicos do grupo polonês Pink Freud, que estavam na plateia, deram as caras para cumprimentar os coreanos. Não perdemos a oportunidade de sair na foto junto aos membros de tão revolucionárias bandas, duas das mais importantes do cenário musical de nossos dias.

Parabéns aos organizadores do Cena Contemporânea por trazerem artistas tão interessantes a Brasília como esses que acabamos de mencionar.

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