A banda que incomodou o Led Zeppelin

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Em 1969, o Grand Funk Railroad abria um show do Led Zeppelin no Atlanta Pop Festival. O gordão Peter Grant, empresário do Zep, não gostou da empolgação excessiva do público com o trio americano formado por Mark Farner (guitarra e vocais), Don Brewer (bateria e vocais) e Mel Schacher (baixo). Irritado, mandou desligar o som do power-trio.

A reação da plateia não foi das melhores para Jimmy Page e companhia. O Grand Funk deixou o palco aclamado pela multidão. O Led recebeu vaias esfuziantes e parte da audiência se mandou, abandonando o show dos ingleses.

Esse é um dos episódios marcantes do Grand Funk Railroad, uma das bandas mais importantes do rock pesado. Suas raízes remontam o ano de 1964, quando se chamavam The Jazz Masters, ainda que não tocassem nada de jazz. Depois, se transformaram em The Pack.

Em 68, mudaram para o nome definitivo, numa referência à ferrovia Grand Funk Western, da cidade natal de Flint, no estado de Michigan. No começo da década de 70, incorporaram à formação o tecladista Craig Frost, que enriqueceu a muralha sonora da trupe pauleira com órgãos e pianos.

Ainda em 69, o grupo gravou seu primeiro álbum, On Time, pérola inicial de uma discografia que os consagrou nos anos 70. Sucesso de público, não muito considerado pela crítica, o Grand Funk Railroad consolidou-se como um dos mais importantes nomes da música, uma potência em estilos como o acid rock (espécie de metal psicodélico, antecessor do stoner rock contemporâneo), hard rock, blues rock e heavy metal. Contribuiu bastante para isso o carisma e o virtuosismo do guitarrista Mark Farner.

A inspiração para o som da banda vinha do rock’n’roll primitivo, do blues, do soul e de bandas clássicas como os Rolling Stones. Aliás, abriram o show do conjunto de Mick Jagger naquele fatídico festival de Altamont, em 69, quando o jovem negro Meredith Hunter foi assassinado a facadas por hells angels que faziam a segurança do show.

O Grand Funk tem álbuns antológicos, essenciais à rapaziada que gosta do bom e velho rock sem muitas firulas, como Survival, E Pluribus Funk, We’re an American Band e Phoenix. O repertório dos caras tem muita música legal, como a versão de The Loco-motion, de Gerry Goffin e Carole King, o blues lisérgico Destitute and Loosin, We’re an American Band, ode aos prazeres do show business, Heartbreaker e tantas outras.

Em 1976, a banda teve sua primeira ruptura. Voltaram nos anos 80 e depois, nos 90. Passaram por aquele processo de troca de integrantes que costuma a atingir dinossauros. Estão aí até hoje, sem Mark Farner e Craig Frost. Enfim, agora talvez sejam apenas uma lembrança de um passado glorioso, do grupo que um dia mexeu com os brios do todo-poderoso Led Zeppelin.

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