Universo dos Leitores dá dicas sobre meus livros

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Além da entrevista publicada comigo no Universo dos Leitores (www.universodosleitores.blogspot.com.br), nessa segunda-feira, 29 de julho, a dupla responsável pela página colocou dicas sobre dois dos meus livros, Pedaço Malpassado e A Maldição de Fio Vilela, respectivamente, meu segundo e terceiro trabalhos. 

Há duas resenhas preparadas por Isabela Lapa e Kellen Pavão que falam do enredo das obras. Os textos ficaram bastante chamativos e convidam o leitor a conhecer os títulos dedicados ao suspense e ao terror. 

Gostei muito de uma frase usada por elas em referência ao livro de Fio Vilela que diz: “Com uma narrativa repleta de suspense e que esconde a verdade do leitor enquanto pode, a trama se desenvolve de forma ágil e envolvente.”

Convido todos a lerem as sinopses e outros materiais bem interessantes do Universo dos Leitores, como uma matéria sobre livros infantis bizarros, com direito às capas dos citados. Dê um pulo no blog. Você vai se divertir.  

Verbo 21 publica entrevista comigo

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Nesta segunda-feira, 29 de julho, saiu na revista online Verbo 21 entrevista que dei para a jornalista e escritora Maiesse Gramacho. Trata-se de um grande privilégio, pois a Verbo 21 é uma conceituada publicação digital sobre literatura e cultura.

Na conversa, falo sobre diversos assuntos relativos ao meu trabalho. Destaco autores que me influenciaram da literatura em geral, o processo produtivo dos meus três livros (Não Abra Contos de Terror, Pedaço Malpassado e A Maldição de Fio Vilela), a importância de ver essas obras editadas, as inspirações, novos projetos e o que penso das instituições literárias. Particularmente, fiquei honrado em ser chamado na entrevista de “um dos mais promissores nomes da jovem literatura brasiliense“.

Mensal, a Verbo 21 reúne entrevistas, resenhas e artigos, dando um panorama do que acontece de interessante nas artes brasileiras. Entre os responsáveis pela revista está Lima Trindade, também um jovem escritor brasileiro. Para acessar, digite http://www.verbo21.com.br.

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Gostaria ainda de indicar o blog Arquipélago da Memória, de Maiesse Gramacho. Nele, a autora posta textos ficcionais e crônicas cativantes. Com três livros publicados (Histórias Mínimas, Sobre Medos e Flores, Azul Inalcançável), esta talentosa autora realiza um trabalho muito sério, no qual transforma seus sentimentos e vivências em páginas de incrível força e autenticidade. Leiam o que ela escreve em http://arquipelagodamemoria.blogspot.com.br.

Meus sinceros agradecimentos a Lima Trindade e a Maiesse pela entrevista em um espaço tão especial como a Verbo 21.

Super-herói é quem veste cueca por cima da calça

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A filha estava sentada à mesa, debruçada sobre uma folha de papel branco e com um lápis na mão. 

– O que está fazendo, filha?

– É o dever de artes. A professora pediu pra desenhar um super-herói.  Mas eu não sei como. 

Pensou em pegar uma revista em quadrinhos ou mandar que ela pesquisasse no Google, porém pensou que seria melhor se a filha usasse apenas a imaginação. 

– É só você lembrar dos filmes que viu e passar para o papel. 

– Eu não consigo. 

Dada a dificuldade, o pai resolveu ajudá-la. 

– Em primeiro lugar, um super-herói precisa de um uniforme bem legal, que chame a atenção. Desenhe um homem com um uniforme. 

A filha, que era hábil, bem rápido fez o desenho de um homem, com botas e luvas enormes. Também pôs um cinto nele e um triângulo no peito com as letras SH. 

– SH? O que significa?

– Super-Herói, pai. 

– Legal, filha! Vi que você pegou a ideia. Agora ele vai precisar de uma máscara. Todo super-herói deve ter uma máscara para esconder sua identidade secreta. 

A menina rabiscou e fez uma máscara cobrindo parte da cabeça e deixando apenas a boca de fora. Ficou parecida com as máscaras do carnaval de Veneza. 

– Só falta uma coisinha, filha. 

– O quê?

– Desenhe uma cueca por cima da calça. 

A menina olhou sem entender. 

– Cueca?

– Sim. Todo super-herói ou quase todos usam cueca por cima da calça. 

A garota continuava sem compreender. O pai correu ao quarto. Passaram-se uns cinco minutos e ele regressou com dois gibis. Um era do Batman e o outro, do Super-Homem. Mostrou as revistas à menina.

– Olha só: tanto o Super-Homem quanto o Batman vestem a cueca por cima da calça. 

Achando muita graça, ela voltou ao papel e desenhou uma cueca por cima da calça do seu herói. Agora estava completo. O pai, orgulhoso por ter ajudado a filha a criar rapidamente o personagem, finalizou:

– Uma das melhores definições de super-herói é justamente o cara que usa a cueca por cima da calça. 

Universo dos leitores publica entrevista minha

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Neste sábado, fui presenteado com a publicação de uma longa entrevista minha no Universo dos Leitores (www.universodosleitores.blogspot.com.br), excelente blog tocado pela Isabela Lapa e pela Kellen Pavão.

Primeiro, elas postaram a capa dos meus livros no Instagram e depois me entrevistaram para o Universo dos Leitores. A gente se conheceu via Instagram. Tanto pela rede mundial de fotos quanto no blog, Isabela e Kellen fazem algo que considero maravilhoso: incentivar seus milhares de seguidores a lerem.

Em um país em que há carência de bibliotecas e livrarias, onde livros custam muito caro e se investe pouquíssimo em educação e cultura, iniciativas desse tipo só merecem aplausos. É por isso que recomendo o trabalho dessas duas guerreiras. 

Não vou entrar em muitos detalhes sobre a conversa. Falamos a respeito de minhas influências como escritor, dos meus autores favoritos, do meu processo criativo e do que significa ser escritor, entre vários assuntos. Sugiro que leiam o Universo dos Leitores. Está tudo lá. 

 

Biografia narra história de um dos deuses da guitarra

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Não sou entusiasta de biografias. Acho a maior parte delas um saco. Em se tratando de livros sobre astros pop, torço mais ainda o nariz, pois a maior parte desses trabalhos se constitui de textos essencialmente comerciais e apelativos, que chamam a atenção pelas fofocas e não pelo valor musical do artista. Prova disso é que até um fedelho tipo Justin Bieber se considera apto a publicar algo para falar de sei lá o quê.

Encantou-me Luz e Sombras, sobre Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, por tratar essencialmente do trabalho do músico e não para se aprofundar em baboseiras como satanismo e com quantas groupies o cara transou.

Com o mesmo espírito, atirei-me a Iron Man, que reconstitui pelas próprias palavras a trajetória de Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath. Não me arrependi do tempo dedicado à leitura desse título, bastante divertido e que relata a história de um dos mitos do rock’n’roll.

Iron Man é assinado por Iommi em parceria com o jornalista T.J. Lammers. O livro recupera os momentos mais marcantes da vida de Tony, desde a infância pobre, como filho de imigrantes italianos, em Birmingham (Inglaterra), passando pelos primórdios em bandas obscuras, ao sucesso com o Sabbath, um dos ícones do heavy metal.

Um dos momentos mais interessantes se dá quando se narra como o acidente com Tony Iommi, numa fábrica, que culminou com a perda da ponta de dois dedos, influenciou seu jeito de tocar. O guitarrista precisou reinventar sua técnica, usando dedais para aliviar a dor e cordas mais finas para tocar com facilidade. Nesse processo, credita-se o surgimento do estilo arrastadão dos riffs do músico, uma das marcas do Black Sabbath.

O livro é longo. Não dá para me ater a grandes detalhes neste comentário, mas cito, entre o que me chamou a atenção, a forma de compor do quarteto britânico. Tony conta que ele criava os riffs. A partir das melodias do cantor Ozzy Osbourne, que surgiam na hora, o baixista Geezer Butler escrevia as letras.

O instrumentista também descreve o perfil dos seus colegas de banda. Ozzy é o alucinado, Geezer, o riponga vegetariano, enquanto Bill Ward se destaca pelos hábitos não muito higiênicos, como usar a mesma roupa por vários dias. Nesse meio, Iommi se descreve como  ponto de equilíbrio, tentando pôr ordem na casa. Mas vai colocar ordem no boteco com tanta cocaína na jogada. Por falar em drogas, não faltam relatos sobre os abusos cometidos pelos membros do grupo.

O livro aborda o ápice e a decadência da formação clássica do Sabbath, e passa pelas inúmeras mudanças no line-up nos anos 80 e 90, a maioria das vezes apenas com Iommi como integrante original. A vida pessoal do músico, com seus relacionamentos, não fica de fora e, finalmente, ele chega à reunião definitiva do Sabbath com Ozzy, que começou no fim da década de 90 e dura até hoje, e a seus trabalhos solo. O roqueiro apenas omite o câncer que teve recentemente.

Devo muito a Tony Iommi e à música dele com o Black Sabbath. Até dediquei meu primeiro livro, Não Abra Contos de Terror, à banda. Sou influenciado pelo som e pelas letras que criaram e meus contos de terror não teriam sido os mesmos sem essa preciosa referência. Mais uma razão para ter me deleitado com Iron Man.

Em outubro, eles vêm aí. Nem sei se irei assistir ao show, mas a música heavy metal do Sabbath é algo que sempre me acompanha.