Viva a literatura viva!

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Em pleno século 21, ainda encontramos parnasianos, com sua linguagem empolada e frases pomposas que nada dizem.

Academias, associações e sindicatos de escritores apenas servem para massagear o ego dos seus membros, que discutem o vazio, o mesmo vazio que compõe as centenas de páginas de seus livros mortos, volumes de traças e quinquilharias, nos saraus nas embaixadas ou no reconhecimento ao cidadão honorário numa repartição pública.

A literatura vive nas ruas, no mundo, no quarto, nos pensamentos, na inquietude, não em torno de discussões repletas de arcaísmos, ao redor de mesas redondas, ou melhor, quadradas. As letras pulsam no ritmo dos bits ou na loucura beat, não em páginas empoeiradas e com teias de aranha.

Literatura caminha com o jovem nas ruas, nas telas do cinema independente e no rock’n’roll de garagem que nunca envelhece. Fora os discursos longos, enfadonhos e inúteis, ao som do Hino Nacional. “Pedimos a todos que se levantem para ouvirmos…”. Guilhotina nos versos do político corrupto que finge fazer poesia para disfarçar seu provincianismo asqueroso frente a brasileiros e brasileiras, enquanto uma puta lhe lambe os pés sujos.

A energia literária é indomável. Faça você mesmo e deixe a monotonia letrada, institucional, babaca, gagá, senil e enfeitada como um vestido de perua da alta sociedade pra lá, bem longe, inofensiva e domesticada.

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