Trigésima-quinta edição do Civebra chega ao fim

Foto: Michelle Souza

ImagemPego autógrafo do saxofonista americano Dave Pietro, após comprar CD

A edição de número 35 foi reduzida em relação às anteriores: onze dias. Porém, mais uma vez o Curso Internacional da Escola de Música de Brasília (Civebra) trouxe excelentes instrumentistas do país e do exterior para darem aulas e apresentarem grandes performances nos palcos da capital.

Música erudita, popular brasileira e jazz fizeram parte do cardápio, distribuído na própria escola e no Teatro Nacional. Dou destaque aos shows jazzísticos, que reuniram elencos nacional e estrangeiro.

O incrível é você pensar que os instrumentistas que sobem aos palcos praticamente não dispõem de tempo para ensaiar. Em várias ocasiões, se juntaram na hora e o resultado não deixou de ser impressionante. O jazz apresenta a característica de uma música em que boa parte se cria diante da plateia, devido aos improvisos. Por isso conta absurdamente o talento de cada artista.

Na terça, o saxofonista americano Dave Pietro reuniu o trompetista Rex Richardson, o trombonista Tony Baker, o guitarrista Lupa Santiago, o pianista Phil DeGreg, o baixista Oswaldo Amorim e o baterista Todd Isler no Teatro Carlos Galvão, na Escola de Música. O repertório teve de composições próprias a Edu Lobo e Stevie Wonder.

No início da tarde de quarta, o guitarrista Bruno Mangueira, capixaba agora residente na capital, o lendário baixista Sizão Machado e Phil DeGreg se reuniram para tocar jazz e bossa nova no Auditório da Faculdade de Música da Universidade de Brasília (UnB). Foi bem interessante não só pelas performances exímias como por um espaço que se abriu para que a plateia conversasse com os músicos. Sizão falou um pouco de sua carreira e de como desenvolveu seu estilo de tocar bem brasileiro.

Foto: Marcelo Araújo

ImagemO Fenomenal Todd Isler, baterista norte-americano 

Outra apresentação espetacular ocorreu na noite da última quinta, também no Carlos Galvão. Todd Isler foi o bandleader, Esse baterista extraordinário de Nova York possui estilo de tocar muito forte; une técnica refinadíssima ao suíngue. Todd executou com maestria a batida de ritmos brasileiros como o samba e o baião. No palco com ele, só fera: Phil DeGreg, Sizão Machado, Lupa Santiago e a saxofonista Jenny Hill. Foi delirante a versão do grupo para One Finger Snap, de Herbie Hancock, tema de tonalidades jazz, rock e funk.

Foto: Marcelo Araújo

Imagem Phil DeGreg (último à esquerda), Sizão Machado e Bruno Mangueira

Só não gostei de a organização do curso deslocar a festa de encerramento no sábado, realizada tradicionalmente na Escola de Música, para a Esaf, num lugar que embora seja muito bonito, é afastado demais. Isso certamente contribui para restringir o público da comemoração aos alunos do Civebra. 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s