Segunda temporada de American Horror Story se destaca pela originalidade

Zachary Quinto como o Dr. Thredson

Zachary Quinto como o Dr. Thredson

Desde Twin Peaks, série concebida e dirigida por David Lynch, no começo dos anos 90, eu não via tamanha loucura na TV. É minha impressão sobre American Horror Story, produção em 12 episódios que nesta semana chega ao fim nos Estados Unidos. Lynch, aliás, parece uma influência nítida nessa epopeia delirante em que velhas trilhas de rhythm’n’blues tocam por cenários oníricos.

Criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk, American Horror Story teve sua estreia em outubro de 2011. A primeira temporada mostra uma família que se muda para uma casa velha onde várias mortes brutais ocorreram durante anos. Nesse ambiente, começam a testemunhar fenômenos sobrenaturais envolvendo fantasmas dos antigos moradores.

Gostei da primeira temporada da série, mais até pelos mistérios que se revelam ao longo dos episódios do que pelo horror. Na verdade, trata-se muito mais de um drama sobrenatural, com grande enfoque nos relacionamentos afetivos, do que num filme de terror propriamente dito.

É em American Horror Story: Asylum que, a meu ver, a produção ganha mais qualidade. A sequência, numérica mas não conceitual, agora se desenvolve em um hospício, lugar naturalmente aterrorizador.

O real e o sobrenatural se misturam. O espectador tende a ficar de cabelo em pé com o enredo, que envolve satanismo, mutações, alucinações, perversões sexuais, ETs, crimes brutais e destruidores jogos de vaidade. O clima claustrofóbico e de insanidade que envolve os 12 capítulos dá um toque todo especial à história.

Jessica Lange, estrela das duas temporadas

Jessica Lange, estrela das duas temporadas

 

 

 

 

 

Um dos grandes atrativos de Asylum está no elenco. A magistral Jessica Lange, que já havia participado da primeira temporada, encarna a freira rigorosa que administra o hospício. Atormentada por desejos carnais e com um passado cheio de culpas, ela descarrega sua fúria nos pacientes, eternos condenados a sessões de eletrochoque, injeções de calmantes e repousos forçados na solitária.

Temos ainda pelo menos três performances arrasadoras. Uma é a de Zachary Quinto, também egresso da temporada anterior, como psiquiatra Dr. Thredson, sujeito com cara de nerd e, aparentemente, correto. Outro é o inglês Joseph Fiennes, como o Monsenhor Timothy Howard, indivíduo diabólico capaz de tudo para realizar suas ambições pessoais. Por último, James Cromwell como Dr. Arden, médico para o qual a palavra ética não consta no dicionário.

Com tantos atrativos, American Horror Story Asylum já virou um cult. Alguém duvida? Espere e verá.

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s