É instagraneando que o mundo se conecta

pordosol

 

Para mim o uso do Instagram via tablet representou uma revolução, por permitir que eu me transformasse num fotógrafo.

Nunca fui bom com as lentes. Na época das câmeras manuais, conseguia vez ou outra uma boa foto entre tantas que se perdiam nos filmes. Na faculdade, fui uma negação nas matérias que envolviam o uso da imagem e enlouqueci pra não reprovar.

Quando comprei a primeira máquina digital,  já consegui aquilo que queria: tirar fotos sem me preocupar com a velocidade, diafragma e sei lá mais o quê. Porém, as digitais exigiam o constante backup e a necessidade de passar para o computador, para depois compartilhar nas redes.

Ao adquirir meu tablet, no início deste 2012 que se vai, começaram a me falar que eu adoraria o Instagram, que precisava instalar esse aplicativo. Via sempre os amigos postando fotos com o recurso, porém a ficha demorou a cair.

No entanto, depois que mexi com o Instagram, não parei mais. Surpreendeu-me não apenas a facilidade de tirar fotos boas, como a de melhorá-las com os filtros e de lançá-las imediatamente nas redes sociais.

No começo, você registra de tudo: do café que toma a qualquer objeto no seu quarto. E os resultados são interessantes. Depois, começa a haver um olhar mais seletivo.

O Instagram virou um companheiro constante, em Brasília ou nas viagens pelo país e no exterior. Não bastasse isso, o próprio Instagram já constitui uma rede social e permite a interação com gente do mundo inteiro. Essas pessoas veem suas fotos e você acompanha os belos trabalhos delas.

Assim como o blog me deu independência para escrever sobre o que gosto, o Instagram me permitiu registrar a realidade, sem exigir grandes conhecimentos técnicos, com o olhar da intuição e da formação. O Instagram de forma alguma exclui a fotografia clássica. Os grandes fotógrafos continuarão a existir e a produzirem seu material de impacto. Apenas, algumas milhões de pessoas passaram a poder incursionar pelo mundo das suas imagens. Isso é demais!

Começamos de novo

Seis anos e cinco meses. Esse foi o tempo em que escrevi no Tijoloblog. Durante esse período, houve intensa publicação de textos sobre os mais diversos assuntos, principalmente na área cultural: música, cinema, literatura e outras expressões.

Também no Tijoloblog postei contos e crônicas, além de divulgar minha atividade literária. Sou autor dos livros Não Abra – Contos de Terror, Pedaço Malpassado e A Maldição de Fio Vilela, este último lançado em novembro de 2012.

Foram tempos de grande atividade, com mais de uma centena de milhares de acessos. Pelo Tijoloblog não apenas escrevi textos, como obtive o retorno das pessoas e até estabeleci contatos com muita gente. O endereço chegou a ser indicado na lista dos blogs favoritos do UOL.

Infelizmente, o próprio UOL retirou o Tijoloblog da rede na semana passada, sem dar qualquer explicação a este autor. Devo confessar que já há algum tempo estava cansado de utilizar a blogosfera do UOL, pelas constantes dificuldades em publicar os textos, com várias falhas do provedor. Por precaução, mantenho um backup de todos o material publicado ali.

Agora, é começar de novo, pois não pretendo encerrar algo com o qual me dei tão bem, que é a produção de textos para blogs. Essa foi uma ferramenta que me cativou desde o início, por conta da facilidade e pouca burocracia para publicar. guitarrr

Que o último dia do ano de 2012 seja o primeiro para uma série de textos publicados no TijoloOBlog, que inauguro no WordPress. A todos um ótimo 2013!